Rock Pense!

Rock Pense!

A sessão do Mate esse mês, dia 25/09, é o Mate Pense, dentro do festival e vibrando no conceito, junto com o Buraco do Getúlio. Nos vemos por aí!

Mensagem da organização do Festival:

“É com muito orgulho que anunciamos a programação do Festival Roque Pense! 2013.
Homenageando a ativista Armanda Álvaro Alberto, que causou na Baixada Fluminense através da cultura, o Festival vem quebrando tudo com 3 dias de muita música, oficinas, roda de idéias, skate, grafitti e, claro, muito roquenrol!!

A Baixada vai dançar e fazer sua revolução!”

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Vale a leitura também desse nota, papo reto e direto: http://roquepense.com.br/600/

Para o Rock e as mulheres: Direito à Cidade!

O Festival Roque Pense!, antes anunciado para acontecer em Nova Iguaçu, agora comunica seu novo palco: Mesquita, o berço do Rock da Baixada Fluminense. O projeto idealizado por produtoras independentes da região, encontrou grandes desafios para a realização de sua tão esperada segunda edição.

Desafios comuns a quem produz cultura em cidades marcadas, em pleno século XXI, por práticas oligárquicas. Práticas como uma privatização dos espaços públicos, onde as praças perdem o espírito popular à medida que as prefeituras se apropriam de tais lugares, barganhando as autorizações locais conforme melhor lhe convir.  Ou mesmo como a ameaça que movimentos de várias cidades sofreram no início das atuais gestões quando os novos prefeitos tentaram, em manobras quase invisíveis, reincorporar as pastas da Cultura às da Educação ou do Esporte, subestimando os profissionais e o público desses municípios.

Assistimos grandes financiadores da Cultura reconhecerem e apoiarem a cena efervescente da região, e o Ministério da Cultura estabelecendo marcos legais para a implementação de políticas conjuntas e participativas, enquanto nossxs governantes reproduzem a velha política do Pão e Circo, como na antiga Roma, distanciando cada vez mais o público do produto cultural, excluindo a região do mapa artístico do país.

Os movimentos artísticos locais há muito tempo suam a camisa para educar seus gestores públicos, ensinando lições básicas, como, por exemplo, a diferença entre promoção de eventos e políticas públicas culturais que garantam a criação e a circulação de produtos e expressões, independentemente de governos.

Mas, não podemos falar nos desafios nossos de cada dia sem citar os impostos às mulheres: o Festival Roque Pense!, faz o enfrentamento aos velhos padrões estabelecidos pelo machismo na música e na Produção Cultural, em cidades em que a discussão sobre gênero é nula. Falamos de Rock e de Produção Cultural feito por mulheres numa região que lidera os índices de violência de gênero no Estado. Portanto, nos negarem o direito à cidade, às praças e às ruas só reforça a invisibilidade da Produção Cultural feminina.

Como falamos anteriormente, somos produtoras independentes sim, ou seja,  agentes que não se negam a conhecer, exigir e acessar seus direitos. Prefeitos passam, a população fica. Secretários de Cultura passam, xs produtorxs e artistas ficam. Independência é conhecer e exigir nosso direito à cidade, à criação e à difusão artística.

Na contramão do descaso, o Festival recebeu convites de outras cidades pra chegar junto e, reconhecendo a tradição dos movimentos culturais locais, encontramos no Paço Municipal de Mesquita o espaço aberto para o Rock das mulheres afinarem suas guitarras e ideias por um novo comportamento.

Integrando um puta movimento cultural que faz história na região, o coletivo Roque Pense! produz arte sem pedir licença, para os homens e as mulheres da Baixada Fluminense.

”Esse crime, esse amargo crime de sermos divergentes, nós o cometeremos sempre” – Pagu

*Pagu, ativista feminista e cultural (1910 – 1962).

 


Sobre matecomangu

Cineclubismo na veia, desde 2002 agitando o imaginário de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, mundo. Produção Cultural autônoma, guerrilha estética urbana, TAZ.
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  1. Pingback:Festival Roque Pense: antissexismo, embates e o rock como campo de negociação

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