{"id":265,"date":"2025-10-23T16:55:06","date_gmt":"2025-10-23T16:55:06","guid":{"rendered":"https:\/\/matecomangu.org\/festival5\/?page_id=265"},"modified":"2025-10-23T16:56:53","modified_gmt":"2025-10-23T16:56:53","slug":"curadoria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/matecomangu.org\/festival5\/index.php\/curadoria\/","title":{"rendered":"CURADORIA"},"content":{"rendered":"<p><strong>EQUIPE DE CURADORIA DO FESTIVAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Anne Santos<\/strong><br \/>\nAnne Santos, 1983, Duque de Caxias, RJ. Graduada em Ci\u00eancias Sociais (UFF). Mestranda no Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes (PPGCA UFF). Atua no campo de sonoridades no audiovisual, com \u00eanfase em som direto e performance sonora. Atua, tamb\u00e9m, nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e curadoria. Atualmente, desenvolve sua pesquisa no mestrado sobre mapeamento sonoro da Baixada Fluminense. \u00c9 integrante do coletivo Mate Com Angu.<\/p>\n<p><strong>Flavia Candida<\/strong><br \/>\nFlavia Candida \u00e9 curadora, cineasta e produtora egressa do curso de Cinema da UFF, onde dirigiu o curta O Metro Quadrado, Pr\u00eamio especial do J\u00fari no 35\u00ba Festival de Bras\u00edlia.<br \/>\nCome\u00e7ou como programadora no fim dos anos 90\u2019s no Cine Arte UFF e coordenou por mais de 15 anos o Festival Brasileiro de Cinema Universit\u00e1rio. Colabora na curadoria de festivais como Festival do Rio, Festival de Cinema de Vit\u00f3ria, Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro, Encontro de Cinema Negro Z\u00f3zimo Bulbul, Festival Internacional de Curtas de S\u00e3o Paulo, FestC\u00f4mico, e Mostra de Cinema Moventes. Tamb\u00e9m foi curadora de Cab\u00edria Festival Mulheres &amp; Audiovisual e FIMCine 23, ambos dedicados ao protagonismo feminino. Produziu mostras como Arte da \u00c1frica Cinema e Pequenas Hist\u00f3rias da Vanguarda \u2013 Downtown New York. Como consultora de projetos trabalha na sele\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios como BrLab, ICUMAM Lab e Lab de Projetos do Curta Cinema e foi tutora no Roteiros do Arrabalde. Esteve no comit\u00ea de sele\u00e7\u00e3o do G\u00f6teborg Film Fund 2021.<\/p>\n<p><strong>Luisa Godoy Pitanga<\/strong><br \/>\nAntrop\u00f3loga, documentarista, integrante do cineclube Mate com Angu e s\u00f3cia da produtora Circular Filmes. Atuou em diversos projetos de educa\u00e7\u00e3o audiovisual popular pelo Brasil. Faz doutorado em Antropologia social na UFRGS, com pesquisa que entrela\u00e7a antropologia visual, arquivo e g\u00eanero. Roteirista dos document\u00e1rios Som dos sinos, Cine-rabeca e Amuleto. Colaborou na curadoria do Festival Mate com Angu de Cinema e da Mostra Cinema Brasileiro em Busca de Estrada.<\/p>\n<p><strong>Wagner Novais<\/strong><br \/>\nWagner Novais \u00e9 diretor, roteirista e professor de cinema. Come\u00e7ou no audiovisual em 2004, na favela da Cidade de Deus. Dirigiu curtas premiados e co-dirigiu &#8220;Fonte de Renda&#8221;, parte do longa &#8220;5x Favela \u2013 Agora por N\u00f3s Mesmos&#8221; (2010). Em 2022, foi Diretor Assistente da s\u00e9rie &#8220;Os Quatro da Candel\u00e1ria&#8221;, da Netflix. Atualmente finaliza dois document\u00e1rios e um curta, &#8220;Cadu Barcellos &#8211; Cria n\u00e3o morre, vira lenda&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TEXTO DA CURADORIA PARA A 5\u00aa EDI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cinema, eclipse e reverbera\u00e7\u00e3o afetiva na Baixada Fluminense<\/strong><\/p>\n<p>O Festival Mate Com Angu de Cinema chega a sua quinta edi\u00e7\u00e3o em uma conjuntura pol\u00edtica, nacional e internacional, estarrecedora: genoc\u00eddio na Palestina e nas quebradas, avan\u00e7o do fascismo\/extremismo\/conservadorismo, big techs dominando, epidemia das bets e crise clim\u00e1tica batendo na nossa porta, tudo isso sob a reverbera\u00e7\u00e3o astral do eclipse em Peixes. O eclipse total da lua, que ocorreu no dia 07 de setembro de 2025, com auge entre 15h12 \u00e0s 15h53, transmitido ao vivo pelo Observat\u00f3rio Nacional, sinaliza a conclus\u00e3o de etapas e o encerramento de processos. Todo fechamento de ciclo \u00e9 um momento oportuno para que possamos abrir e reinventar novas janelas-mundos poss\u00edveis. \u00c9 a partir do momento eclipsado, que convidamos voc\u00ea a refletir sobre o que \u00e9 fazer cinema na Baixada Fluminense.<br \/>\nNo contexto brasileiro, principalmente nas regi\u00f5es que foram marginalizadas, fazer cinema \u00e9 um ato pol\u00edtico. Historicamente estigmatizada, a Baixada Fluminense &#8211; para al\u00e9m do imagin\u00e1rio de viol\u00eancia constru\u00eddo pelos meios hegem\u00f4nicos de forma sistem\u00e1tica ao longo dos anos &#8211; pulsa vida e resist\u00eancia. O projeto de poder, para segregar e retirar do povo baixadense possibilidades de experimenta\u00e7\u00f5es diversas, n\u00e3o se mostrou totalmente eficaz. Nas brechas do sistema, a Baixada reinventa possibilidades de exist\u00eancias plurais desde o per\u00edodo colonial. Desse modo, o audiovisual baixadense nasce e se constitui com a necessidade de hackear status quo, criando uma esp\u00e9cie de sistema dentro do sistema, com estruturas de resist\u00eancia e estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia. \u00c9 na fuga do sistema vigente, nas fissuras dos padr\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o do cinema nacional, que a Baixada reescreve suas narrativas imag\u00e9ticas e sonoras. \u00c9 na encruza, no portal exu\u00edstico, que o cinema baixadense abre seus caminhos. \u00c9 com uma tecnologia do \u2018vira laje\u2019, de trabalhar junto e comer junto a mesma comida, que se faz cinema e arte da Baixada Fluminense. \u00c9 justamente no levante de um contexto desigual de produ\u00e7\u00e3o, sem editais ou com bem poucos focados em territorializa\u00e7\u00e3o, que a Baixada filma (e tamb\u00e9m faz festival de cinema).<br \/>\nCom olhar e escuta sens\u00edveis para as contradi\u00e7\u00f5es e singularidades de fazer cinema neste territ\u00f3rio, que n\u00f3s da equipe de curadoria adentramos por tr\u00eas meses em um universo de mais de 600 curtas-metragens vindos de todas as regi\u00f5es do Brasil. De cara nos chamou aten\u00e7\u00e3o a quantidade de filmes inscritos, depois a diversidade de vozes: ind\u00edgena, negra, LGBTQIAP+, interiorana, das quebradas. Percebemos que boa parte dessa produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 Lei Paulo Gustavo, pol\u00edtica p\u00fablica cultural que alcan\u00e7ou todo o pa\u00eds e viabilizou que outras hist\u00f3rias pudessem ser contadas. Investimento p\u00fablico direto no audiovisual tem impacto e pode sim fazer diferen\u00e7a. Filmes inventivos, dist\u00f3picos, ut\u00f3picos, lacradores, po\u00e9ticos, transgressores, revolucion\u00e1rios. Foi inspirador &#8211; em diversos sentidos &#8211; conhecer essa produ\u00e7\u00e3o t\u00e3o pulsante. Ap\u00f3s meses de rala\u00e7\u00e3o e trocas online intensas, no dia 21 sob o segundo eclipse de setembro e abrindo o Equin\u00f3cio da Primavera, chegamos na sele\u00e7\u00e3o que apresentamos aqui: 2 sess\u00f5es competitivas baixadenses, 5 sess\u00f5es competitivas com o puro suco do curta metragem nacional, 1 sess\u00e3o panorama fluminense, 2 sess\u00f5es com curtas para escolas p\u00fablicas (1 com acessibilidade e ambas com objetivo de forma\u00e7\u00e3o de plateias) e 4 curtas hors concours para abrir as sess\u00f5es de longa-metragem. Sintonizada nos ciclos c\u00f3smicos, naturais e na reverbera\u00e7\u00e3o afetiva do nosso modo de produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, que a equipe agradece e espera que voc\u00eas aproveitem tanto quanto a gente o mergulho nessas hist\u00f3rias para adiar o fim do mundo.<br \/>\nSauda\u00e7\u00f5es!<br \/>\n<em>Flavia Candida, Luisa Pitanga, Wav\u00e1 Novais e Anne Santos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPE DE CURADORIA DO FESTIVAL Anne Santos Anne Santos, 1983, Duque de Caxias, RJ. Graduada em Ci\u00eancias Sociais (UFF). Mestranda no Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes (PPGCA UFF). Atua no campo de sonoridades no audiovisual, com \u00eanfase em som direto e performance sonora. 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