{"id":1876,"date":"2016-10-25T02:42:01","date_gmt":"2016-10-25T02:42:01","guid":{"rendered":"http:\/\/matecomangu.org\/site\/?p=1876"},"modified":"2016-10-25T02:43:13","modified_gmt":"2016-10-25T02:43:13","slug":"texto-e-filmes-da-sessao-contragolpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/texto-e-filmes-da-sessao-contragolpe\/","title":{"rendered":"Texto e filmes da sess\u00e3o Contragolpe"},"content":{"rendered":"<p>Se a gente olhar pra capoeira como de fato ela \u00e9 &#8211; uma arte, luta, ensinamento, resist\u00eancia, pedagogia e divers\u00e3o &#8211; podemos tirar dela v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es que nos conduziriam a processos de sa\u00fade e liberta\u00e7\u00e3o contra o rumo sombrio em que estamos entrando.<\/p>\n<p>A come\u00e7ar pelo contragolpe, que segundo grandes mestres da capoeiragem, \u00e9 uma das mais importantes li\u00e7\u00f5es dessa arte t\u00e3o brasileira. Um movimento de esquiva, uma queda-de-rim, um a\u00fa, e \u00e9 poss\u00edvel resistir e virar um jogo que parece perdido. Os contragolpes da capoeira s\u00e3o armas pedag\u00f3gicas pra esse momento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Contragolpe \u00e9 a parada.<\/p>\n<p>Contragolpe tamb\u00e9m \u00e9 ser feliz; \u00e9 rir, mas rir com dignidade, com ci\u00eancia. Rir das sombras nas paredes da caverna, rir do nosso nariz vermelho, com o cart\u00e3o vermelho na m\u00e3o, puxando o banquinho de quem usurpa o esp\u00edrito esportivo, de quem faz o jogo com as pr\u00f3prias regras, de quem n\u00e3o tem respeito pelos demais. Contragolpe \u00e9 rebeldia.<\/p>\n<p>Fomos golpeados por quem n\u00e3o tem malemol\u00eancia alguma, pelos verticalizados, burocratas, engravatados, bombados. Inverteram os ponteiros da b\u00fassola e a botaram ao lado do copo d&#8217;\u00e1gua em cima da televis\u00e3o. Quebram contratos, acentuam os contrastes, perseguem contr\u00e1rios, tudo pra que sigamos contritos, apenas cidad\u00e3os conformados, pagadores de impostos, ordeiros e submissos. Mas, o ax\u00e9 \u00e9 forte e n\u00e3o vai ser f\u00e1cil pra eles n\u00e3o.<br \/>\nO contragolpe \u00e9 o grande contraponto \u00e0 fera conservadora que anda rosnando perigosamente \u00e0 solta. A rebordosa t\u00e1 sinistra, mas sobreviveremos, como sobrevivemos nesses s\u00e9culos todos de coronelismo, patrimonialismos, racismos, machismos, e uma porrada de ismos que nos fodem diariamente.<\/p>\n<p>Na contracorrente, seguimos, pois. E se h\u00e1 uma certeza no meio disso tudo \u00e9 que n\u00e3o vamos parar. E o Cinema, a Arte, o Amor, s\u00e3o nossas bordunas, nossos tacapes, estilingues, petelecos, pedras de uma intifada insistente e poderosa.<\/p>\n<p>Como bem disse dentro de um filme-ritual um paj\u00e9-mestre-de-capoeira de nome Glauber: &#8220;Mais fortes s\u00e3o os poderes do povo!&#8221;<br \/>\nMachado!<br \/>\nI\u00ea!<\/p>\n<p>Abra\u00e7os<br \/>\nCineclube Mate Com Angu<br \/>\n14 anos na ginga<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>FILMES DA SESS\u00c3O<br \/>\nHist\u00f3ria de uma pena<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Leonardo MouraMateus<br \/>\nUm professor espera a chegada dos alunos atrasados.<br \/>\nLonge dali, um jovem casal acorda entre as \u00e1rvores. S\u00e3o dez e quinze da manh\u00e3. \u201cEu sei com que f\u00faria bate o teu cora\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nCE &#8211; 30min &#8211; 2015<\/p>\n<p>Siyanda<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Hugo Lima<br \/>\nA nova di\u00e1spora negra. N\u00f3s negros, somos irm\u00e3o por que a Africa \u00e9 m\u00e3e. No solo sagrado, da cidade do Rio de Janeiro onde, em outros tempos, foi regados com sangue negro, nossos Orix\u00e1s n\u00e3o ignoram o sofrimento de uma negra\/negro, vindo da africa ou de qualquer lugar do mundo. Filme produzido e premiado no festival 72 Horas. Melhor roteiro e 3\u00ba Melhor curta.<br \/>\nRoteiro: Hugo Lima, Nathali de Deus, Lumena Aleluia<br \/>\nElenco: Mariama Bah, Lumena Aleluia, Carolina Netto, Alessandro Concei\u00e7\u00e3o, Cristiano Mattos, Jonh Concei\u00e7\u00e3o e Luciane Dom Produ\u00e7\u00e3o: Hugo Lima, Nathali de Deus e Nath\u00e1lia Rodrigues<br \/>\nRJ \u2013 6min &#8211; 2016<\/p>\n<p>Outubro acabou<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Karen Ackerman e Miguel Seabra Lopes<br \/>\nTomtom percebe, ainda bem novo, seu interesse pelo cinema. O menino decide, ao lado dos pais, embarcar em uma aventura m\u00e1gica e produzir seu primeiro filme, andando pela casa com uma c\u00e2mera na m\u00e3o registrando sua inocente e jovem vis\u00e3o do mundo.<br \/>\nRJ \u2013 22min &#8211; 201<\/p>\n<p>FavelAldeia<br \/>\ndo Canal Pl\u00e1<br \/>\nEmbarque no interc\u00e2mbio audiovisual &#8220;FavelAldeia &#8211; Nossas Lutas S\u00e3o As Mesmas&#8221; pelo territ\u00f3rio Tupinamb\u00e1 de Oliven\u00e7a (Bahia) na companhia de m\u00fasicos, grafiteiros, fot\u00f3grafos e produtores audiovisuais de coletivos como Barraco #55, Coletivo Papo Reto e Fala Manguinhos, todos moradores de favelas da Zona Norte carioca.<br \/>\nRJ \u2013 17min &#8211; 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a gente olhar pra capoeira como de fato ela \u00e9 &#8211; uma arte, luta, ensinamento, resist\u00eancia, pedagogia e divers\u00e3o &#8211; podemos tirar dela v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es que nos conduziriam a processos de sa\u00fade e liberta\u00e7\u00e3o contra o rumo sombrio em que estamos entrando. 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