{"id":536,"date":"2011-08-30T21:40:47","date_gmt":"2011-08-30T21:40:47","guid":{"rendered":"http:\/\/matecomangu.wordpress.com\/?p=536"},"modified":"2011-08-30T21:40:47","modified_gmt":"2011-08-30T21:40:47","slug":"sessao-malditas-fabulas-trailler-do-filme-mangue-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/sessao-malditas-fabulas-trailler-do-filme-mangue-negro\/","title":{"rendered":"Sess\u00e3o Malditas F\u00e1bulas! &#8211; Um Viva ao Cinema Fant\u00e1stico."},"content":{"rendered":"<p>Existe um tipo de cinema que pouco se faz no Brasil, um tipo de cinema popular e autoral.\u00a0 Um cinema&#8230;<\/p>\n<p>Bem, com os estudiosos do cinema, temos os filmes intelectualizados, de arte, que prop\u00f5em a experimenta\u00e7\u00e3o na linguagem; comandando a massa,\u00a0 temos os\u00a0 filmes-programas-esticados-de-TV, que t\u00eam o suporte vultoso da ind\u00fastria de massa do Brasil, tomando mafiosamente conta dos espa\u00e7os com conte\u00fados descerebrados e vazios de qualquer sentido. Temos tamb\u00e9m os\u00a0<em>favela-movies,\u00a0<\/em>que viveram o auge na decepcionante reden\u00e7\u00e3o do Capit\u00e3o Nascimento, do competente Tropa de Elite 2, &#8211; um cinema popular de fato. De autor?\u00a0 O tempo dir\u00e1. \u00a0&#8211; filme policial, embalado em uma danosa e superficial justificativa, sociol\u00f3gica e acad\u00eamica, de\u00a0<em>buscar compreender o Brasil<\/em>.<\/p>\n<div id=\"attachment_541\" style=\"width: 412px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/matecomangu.files.wordpress.com\/2011\/08\/mangue-negro-foto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-541\" class=\"size-full wp-image-541\" title=\"mangue negro foto\" src=\"http:\/\/matecomangu.files.wordpress.com\/2011\/08\/mangue-negro-foto.jpg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"302\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-541\" class=\"wp-caption-text\">Making-off de &quot;Mangue Negro&quot; de Rodrigo Arag\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Falta um cinema mais liberto de tantas pretens\u00f5es, um cinema que n\u00e3o seja filho das universidades, que n\u00e3o seja filho da tv e que n\u00e3o seja filho da sociologia. Faltam filmes antropof\u00e1gicos e sem preconceito, filmes como &#8220;Mangue Negro&#8221; de Rodrigo Arag\u00e3o.\u00a0Filma\u00e7o produzido de forma independente no Esp\u00edrito Santo. Com determina\u00e7\u00e3o, suor e alguns litros de sangue artificial, Rodrigo produziu um feito, um marco, um filme cheio de inventividade e tes\u00e3o.\u00a0 Sem apoio estatal. Feito na porrada.<\/p>\n<p>Produzimos, em sua maioria, um cinema sem her\u00f3is, um cinema que parece ter medo da fic\u00e7\u00e3o, da fantasia, da aventura, do pop e do rebolado. Um cinema que hesita levar o espectador pra longe. \u00c9 mais f\u00e1cil viajar numa conversa de botequim, do que vendo um filme brasileiro. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Talvez esse cen\u00e1rio venha do modo do Brasil encarar a cultura. Onde o artista \u00e9 colocado com pires na m\u00e3o. &#8220;<em>Justifique sua obra<\/em>&#8220;, pergunta-ca\u00f4 que exige resposta-ca\u00f4. O que justifica um filme \u00e9 o fogo no cora\u00e7\u00e3o. O Estado como produtor, mesmo com toda a preocupa\u00e7\u00e3o de\u00a0 buscar a diversidade, imp\u00f5e sim, uma perspectiva da hist\u00f3ria que \u00e9 contada.<\/p>\n<p>Mas fogo no cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o coloca comida dentro de casa.\u00a0 Ser\u00e1? Sim, cinema \u00e9 tamb\u00e9m uma arte industrial, que precisa da ajuda do Estado. Mas mais do que produzir, o Estado precisa dinamizar. A sede de audiovisual no Brasil n\u00e3o cabe mais em edital que premia 20 curtas por ano. Esse modelo j\u00e1 era. Est\u00e1 tudo distorcido. Hoje em dia o Mate Com Angu disputa grana p\u00fablica com a Rede Globo. N\u00e3o \u00e9 uma maluquice? O cinema hoje n\u00e3o cabe mais na f\u00f4rma &#8211; \u00e9 uma panela de press\u00e3o. A democratiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o chegou com a tecnologia digital, falta agora democratizar a economia. Que tal abrirmos um banco? \u00c9 preciso criar uma nova din\u00e2mica econ\u00f4mica para o cinema brasileiro. Uma economia descentralizada e diversa. \u00c9 preciso Criar, ser criativo nos modelos de neg\u00f3cio! E os fazedores de filmes s\u00e3o os maiores respons\u00e1veis dessa constru\u00e7\u00e3o. Suportes como a internet, as salas independentes de cinemas, as lan-houses e os camel\u00f4s t\u00eam que ser considerados.\u00a0 \u00c9 preciso estar atento pra n\u00e3o levar um caldo e perder o bonde da hist\u00f3ria. Sejamos novos de fato!<\/p>\n<p>E voltando a provoca\u00e7\u00e3o inicial&#8230; Um viva ao cinema escapista brasileiro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abra\u00e7os fortalecedores,<br \/>\nCineclube Mate Com Angu<br \/>\nO cerol fininho da Baixada<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PROGRAMA MALDITA F\u00c1BULAS! &#8211; Um Viva ao Cinema Fant\u00e1stico.<\/strong><br \/>\nQuarta, 31 de agosto 2011 \u00b7\u00a020h30min<br \/>\nNo Bar do Lu\u00eds (em frente \u00e0 Lira de Ouro) Rua Sebasti\u00e3o de Oliveira, 72 (paralela \u00e0 Nilo Pe\u00e7anha), Centro &#8211; Duque de Caxias &#8211; digr\u00e1tis!<\/p>\n<p><strong><em>Mangue Negro, de Rodrigo Arag\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<div><strong><em>Com:\u00a0<\/em><\/strong>Ricardo Ara\u00fajo, Kika de Oliveira, Walderrama dos Santos, Markus Konk\u00e1.\n<\/div>\n<div><strong>Produtora:<\/strong>\u00a0F\u00e1bulas Negras \/\u00a0<strong>Roteiro e Fotografia:\u00a0<\/strong>Rodrigo Arag\u00e3o \/\u00a0<strong>M\u00fasica Original:<\/strong>\u00a0Jaceguay Lins \/\u00a0<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Edilamar Fogo de Deus \/\u00a0<strong>Trilha Sonora:<\/strong>\u00a0Orquestra Sinf\u00f4nica do Esp\u00edrito Santo sob reg\u00eancia de Helder Trefzger \/<strong>\u00a0Edi\u00e7\u00e3o Musical:<\/strong>\u00a0Hermano Pidner \/\u00a0<strong>Sonoplastia e Mixagem:<\/strong>\u00a0Luciano Allgayer \/\u00a0<strong>Efeitos Especiais e Efeitos Visuais:\u00a0<\/strong>Rodrigo Arag\u00e3o \/\u00a0<strong>Pirotecnia:<\/strong>\u00a0Victor Hugo Medeiros \/\u00a0<strong>C\u00e2mera:<\/strong>\u00a0Bruno Maranh\u00e3o, Maur\u00edcio Ribeiro e Rodrigo Arag\u00e3o \/\u00a0<strong>Produtor Executivo:\u00a0<\/strong>Hermano Pidner \/\u00a0<strong>Assistente de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Mayra Alarc\u00f3n \/\u00a0<strong>Produ\u00e7\u00e3o de campo:<\/strong>\u00a0Edilamar Fogo de Deus<\/p>\n<p><em><strong>Terror \/\u00a02008 \/ 105min \/ Digital \/ Espirito Santo &#8211; BR\u00a0<\/strong><\/em><\/div>\n<div><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-size:medium;\"><em><br \/>\nDepois que um mangue \u00e9 contaminado de forma inexplic\u00e1vel, uma comunidade humilde \u00e9 chacinada por zumbis. Mocinho e mocinha lutam para sobreviver e, como se fosse poss\u00edvel, encontrar uma cura.<\/em><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Ap\u00f3s o filme, Festa Groove com DJ CAVACANTI.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Decomposi\u00e7\u00e3o \u00e9 Inevit\u00e1vel!<\/p>\n<p>[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q3b9qLdEnIU]<\/p>\n<p>Cinema brazuca, na veia!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um tipo de cinema que pouco se faz no Brasil, um tipo de cinema popular e autoral.\u00a0 Um cinema&#8230; Bem, com os estudiosos do cinema, temos os filmes intelectualizados, de arte, que prop\u00f5em a experimenta\u00e7\u00e3o na linguagem; comandando a massa,\u00a0 temos os\u00a0 filmes-programas-esticados-de-TV, que t\u00eam o suporte vultoso da\u2026 <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/matecomangu.org\/site\/sessao-malditas-fabulas-trailler-do-filme-mangue-negro\/\">Ler o post inteiro<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-536","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-video"],"views":1979,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}