{"id":613,"date":"2011-11-30T20:30:38","date_gmt":"2011-11-30T20:30:38","guid":{"rendered":"http:\/\/matecomangu.wordpress.com\/?p=613"},"modified":"2011-11-30T20:30:38","modified_gmt":"2011-11-30T20:30:38","slug":"sessao-angu-de-ouro-2011-indicados-ao-premio-texto-do-programa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/sessao-angu-de-ouro-2011-indicados-ao-premio-texto-do-programa\/","title":{"rendered":"Sess\u00e3o Angu de Ouro 2011 &#8211; Indicados ao Pr\u00eamio &#8211; Texto do Programa"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 papo de velho, mas a cada ano que passa o tempo parece andar mais<br \/>\nr\u00e1pido. Ontem mesmo passamos uma sess\u00e3o cineclubista carnavalesca,<br \/>\ncr\u00edtica e cheia de novidades. E num del\u00edrio catapult\u00e1vamos filmes ao espa\u00e7o<br \/>\nna sess\u00e3o do m\u00eas passado. O Mate \u00e9 uma teia onde filmes que navegam<br \/>\nperdidos no espa\u00e7o v\u00e3o parar. E desse encontro misterioso vamos inventando<br \/>\nconclus\u00f5es, cen\u00e1rios particulares do que \u00e9 o audiovisual independe nacional.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nPodemos dizer que surgiram filmes curtos mais longos. Filmes rompendo a<br \/>\nbarreira dos 20 minutos, o que h\u00e1 alguns anos era considerado sacril\u00e9gio.<br \/>\nOs tempos dos filmes tamb\u00e9m se dilataram, planos longos tencionando a sede<br \/>\npor um corte que salve. <\/p>\n<p>As pr\u00f3prias sess\u00f5es mateanas parecem que teve seu tempo dilatado  &#8211; esse ano exibimos tr\u00eas longas metragens nas sess\u00f5es regulares de quarta, coisa que nunca t\u00ednhamos feito. E outra: filmes baratos. Obras, que, se n\u00e3o foram feitas sem or\u00e7amento (qual filme \u00e9?), custaram 5%, 10%, do valor de um longa de mercado. Provando que d\u00e1 pra fazer um cinema mais sustent\u00e1vel e menos deslumbrado. Ou seja, o Mate exibiu tr\u00eas longas porque est\u00e3o come\u00e7ando a fazer longas com a cara do Mate. Eita.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nOutro desenho que vem assim na cabe\u00e7a \u00e9 que os filmes parecem que est\u00e3o<br \/>\nperdendo o medo da fic\u00e7\u00e3o, da inven\u00e7\u00e3o. Um cinema desvinculado da sociologia<br \/>\ndos editais e da l\u00f3gica do marketing empresarial; um Cinema sem rancor com<br \/>\nmuita coisa pra mostrar sem intelectualiza\u00e7\u00f5es bestas. Um cinema da a\u00e7\u00e3o e<br \/>\nn\u00e3o da reflex\u00e3o (a reflex\u00e3o t\u00e1 na a\u00e7\u00e3o!). Um Cinema que parece ser a aurora<br \/>\nde uma est\u00e9tica popular. Direta, sem atravessadores. Que n\u00e3o v\u00ea oposi\u00e7\u00e3o entre<br \/>\na experimenta\u00e7\u00e3o e o popular.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n2011 ano foi o ano tamb\u00e9m que caiu a ficha de que os Festivais de Cinema n\u00e3o d\u00e3o mais conta da produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Mesmo. Se antes toda curadoria era predat\u00f3ria, hoje ela \u00e9 um ponto de croch\u00ea. Um recorte no mar gigantesco de produ\u00e7\u00f5es. Recorte esse, que pode ser sofisticado ou criminoso. Dar o recorte nos dias de hoje \u00e9 um profiss\u00e3o perigosa.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNa noite de hoje, mais um recorte. Imperfeito, infiel, torto, extrato. Mas vistoso,<br \/>\nsaboroso, nutritivo. Filmes curtas longos, pra dilatar a mente e o cora\u00e7\u00e3o, para<br \/>\numa nova possibilidade de mundo.<\/p>\n<p><strong>PROGRAMA<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Recife Frio&#8221;, de Kleber Mendon\u00e7a Filho<br \/>\nCor, 35 mm. 23 min, Document\u00e1rio ;-), 2009, PE<br \/>\nA cidade brasileira de Recife, que j\u00e1 foi tropical, agora \u00e9 fria, chuvosa e triste, depois de passar por uma desconhecida mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cDias de Greve\u201c, Ardiley Queiroz<br \/>\nCor, 35mm, 24min, Fic\u00e7\u00e3o, 2009, Ceil\u00e2ndia \u2013 DF<br \/>\nUma greve de metal\u00fargicos tem in\u00edcio em uma cidade nos arredores de Bras\u00edlia. Muito mais do que o despertar para uma consci\u00eancia de classe, os grevistas redescobrem uma cidade que j\u00e1 n\u00e3o lhes pertence.<\/p>\n<p>&#8220;ACERCADACANA&#8221;, de Felipe Peres Calheiros<br \/>\n20\u2032, cor, Doc, 35mm, 2010 \u2013 PE<br \/>\nOs anos 90, com a valoriza\u00e7\u00e3o do etanol e a expans\u00e3o do latif\u00fandio canavieiro, 15 mil fam\u00edlias foram expulsas dos seus s\u00edtios na zona da mata de Pernambuco. Maria Francisca decidiu resistir.<\/p>\n<p>\u201cSalom\u00e9\u201d, de Fernando Gerheim<br \/>\n[20 min | HD | cor | fic | COPACABANA &#8211; RJ]<br \/>\nCom Marcela Moura, Jo\u00e3o Velho, Alexandre Dacosta e Rodrigo Lacerda<br \/>\nParticipa\u00e7\u00f5es especiais: mona Rubi e mona Estefani<br \/>\nUm exemplar do baixo surrealismo. Um cruzamento de Georges Bataille com Z\u00e9 do Caix\u00e3o. Cinema marginal digital. O defeito de fabrica\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria dos sonhos. O v\u00eddeo pensa o cinema. Tecnoartesania ou morte.<\/p>\n<p>Lavagem, de Shiko.<br \/>\n[20 min | HD | cor | fic | Brasil]<br \/>\nCOM: MARIAH TEIXEIRA, TAVINHO TEIXEIRA, OMAR BRITO E JO\u00c3O FAISSAL<br \/>\nQuando o disco da Xuxa gira ao contr\u00e1rio, n\u00e3o se assuste, muita coisa pode acontecer.<\/p>\n<p>&#8220;Ensaio de Cinema&#8221;, de Allan Ribeiro.<br \/>\nCom: Gatto Larsen e Rubens Barbot<br \/>\nCor, HD\/35mm, 15min, Fic\u00e7\u00e3o, 2009, RJ<br \/>\nEle dizia que o filme come\u00e7ava com uma c\u00e2mera muito suave, com um zoom muito delicado, e avan\u00e7ava em busca de barbot.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 papo de velho, mas a cada ano que passa o tempo parece andar mais r\u00e1pido. Ontem mesmo passamos uma sess\u00e3o cineclubista carnavalesca, cr\u00edtica e cheia de novidades. E num del\u00edrio catapult\u00e1vamos filmes ao espa\u00e7o na sess\u00e3o do m\u00eas passado. 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