{"id":997,"date":"2013-04-06T18:44:50","date_gmt":"2013-04-06T18:44:50","guid":{"rendered":"http:\/\/matecomangu.org\/site\/?p=997"},"modified":"2013-04-06T18:44:50","modified_gmt":"2013-04-06T18:44:50","slug":"texto-da-sessao-mate-o-velho-16mm-para-o-seu-prazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/matecomangu.org\/site\/texto-da-sessao-mate-o-velho-16mm-para-o-seu-prazer\/","title":{"rendered":"Texto da sess\u00e3o Mate o Velho &#8211; 16mm para o seu prazer"},"content":{"rendered":"<p>O cinema como o conhecemos hoje \u00e9 fruto de experi\u00eancias doidas, marcadas ao longo da hist\u00f3ria da humanidade e que culminaram naquela loucura que foi a inven\u00e7\u00e3o do cinemat\u00f3grafo, finalizado pelos irm\u00e3os Lumi\u00e8re. Aparelho que logo em seus primeiros meses de vida j\u00e1 aportou no Brasil, cheio de gra\u00e7a e predestina\u00e7\u00e3o. Da\u00ed que o mundo nunca mais foi o mesmo. A luz, um fen\u00f4meno f\u00edsico, transou com a qu\u00edmica e passou a revelar mais do que a imagem do ser humano em movimento, mas todo o imagin\u00e1rio do fundo da alma. O olhar passou a ser a janela para mundos infinitos.<\/p>\n<p>E a pel\u00edcula reinou absoluta por um s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Mas, e hoje com o digital virando o padr\u00e3o de filmagem e exibi\u00e7\u00e3o? D\u00e1 pra ter a mesma magia f\u00edsico-qu\u00edmica de capta\u00e7\u00e3o da vida atrav\u00e9s da lente anal\u00f3gica?<\/p>\n<p>Quando a Kodak anunciou o fim da linha de produ\u00e7\u00e3o dos rolos de filmes uma mudan\u00e7a significativa se sentiu no Cinema enquanto Arte, atingindo em cheio cora\u00e7\u00f5es dos saudosos e dos tradicionalistas que acreditam que a pel\u00edcula \u00e9 inimit\u00e1vel. E muitas incertezas surgiram e ainda est\u00e3o pintando, principalmente quando se tenta o exerc\u00edcio cabuloso de prever o que ser\u00e1 o mercado do Cinema no futuro. Um futuro em que o projecionista talvez apenas acompanhe os filmes chegando nas salas via sat\u00e9lite \u2013 se a profiss\u00e3o existir\u2026<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que apesar de cada um de n\u00f3s ter sua camerazinha digital no bolso ou na mochila a experi\u00eancia da pel\u00edcula m\u00e1gica ainda encanta e a noite de hoje \u00e9 um elogio a toda a magia acumulada em mais de um s\u00e9culo de rolos exibidos.<\/p>\n<p>E \u00e9 uma homenagem a tantas coisas boas proporcionadas ao longo de d\u00e9cadas, como os malucos que levavam proje\u00e7\u00f5es pelos rinc\u00f5es do pa\u00eds; os cinemas de bairro que muitas vezes eram as \u00fanicas op\u00f5es de programa cultural para muita gente \u2013 salas essas que viraram tempos religiosos ou grandes lojas de departamentos.<\/p>\n<p>A noite de hoje tem gosto de Trapalh\u00f5es, Bruce Lee, Cine Paz, Mazzaropi, Chaplin, Cinema Novo, pornochanchada e filmes de karat\u00ea, daqueles que faziam as pessoas sa\u00edram das salas dando osotogaris pra todo o lado\u2026<\/p>\n<p>E fica essa intui\u00e7\u00e3o sacada de que o espa\u00e7o da pel\u00edcula hoje \u00e9 como um laborat\u00f3rio; o anal\u00f3gico como arte, artesanal, arte tes\u00e3o. O filme em pel\u00edcula \u00e9 agora cada vez mais algo como a alquimia, com seus mist\u00e9rios e encantamentos \u2013 e o inconfund\u00edvel barulhinho tec-tec-tec-tec\u2026<\/p>\n<p>Que o digital nosso de cada dia possa cada vez mais fazer bater essa onda boa, gostosa e desafiante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abra\u00e7os anal\u00f3gicos,<\/p>\n<p><strong>Cineclube Mate Com Angu<\/strong><\/p>\n<p><em>cinema para uma melhor digest\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>mar\u00e7o 2013<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema como o conhecemos hoje \u00e9 fruto de experi\u00eancias doidas, marcadas ao longo da hist\u00f3ria da humanidade e que culminaram naquela loucura que foi a inven\u00e7\u00e3o do cinemat\u00f3grafo, finalizado pelos irm\u00e3os Lumi\u00e8re. 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